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Palestra do Mês da Consciência Negra aborda violência contra a mulher e racismo
Publicada em 05 de Novembro de 2026 às 14h24
A violência contra a mulher e a discriminação racial foram temas de uma palestra realizada nesta quinta-feira (5), no CUCA (Centro da Universidade do Conhecimento de Americana). A atividade integrou a programação da campanha do Mês da Consciência Negra, promovida pela Prefeitura de Americana, em parceria com as secretarias de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) e de Desenvolvimento Econômico (SDE), além do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR).
A palestra foi conduzida pela psicóloga da SASDH Alline Pereira, coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, e por Adriana Gomes, coordenadora de Políticas Públicas de Igualdade Racial.
Durante o encontro, foi destacada a trajetória de luta e resistência da população negra. "A história é marcada pela resistência, enfrentamento à violência, escravidão e racismo. O mais importante é a questão do respeito. A luta continua até hoje e está longe de acabar o preconceito. Precisamos fazer com que as pessoas reflitam e pensem no dia a dia. A pessoa pode não ter a pele preta, mas certamente tem alguém do lado que tem. É preciso se posicionar, ser antirracista. É a resistência com paz, trazer a informação correta para as pessoas, promovendo a conscientização para romper o racismo no país", disse Adriana Gomes.
O enfrentamento à violência contra mulheres negras também foi abordado, com destaque para a campanha dos "21 Dias de Ativismo". "Na campanha da Consciência Negra deste ano decidimos unir forças entre a política de mulheres e a racial. Baseado no recorte de raça que tem indicado um número de violência voltado para a mulher preta e parda. De janeiro a setembro de 2026, o anuário brasileiro diz que a violência sofrida pelas mulheres, 68% são mulheres pardas e pretas, um número expressivo. É o momento propício para unirmos forças e levar para as mulheres a mensagem de que é necessário não só a proteção às mulheres, mas com prioridade a mulher preta e parda", enfatizou Alline Pereira.
A programação também contou com uma oficina de turbantes. As participantes escolheram os tecidos e aprenderam diferentes técnicas de amarração, em uma atividade de valorização da ancestralidade e da diversidade cultural.
As campanhas Consciência Negra e 21 Dias de Ativismo terão atividades ao longo de novembro, em alusão ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. A programação inclui ensaios do projeto Maracatu Estação Quilombo, palestras, rodas de conversa, oficinas, o Festival de Cultura Afro-Brasileira e o lançamento do Roteiro Afro, e pode ser consultada em www.americana.sp.gov.br.
As ações contam com a participação das secretarias de Cultura e Turismo e de Desenvolvimento Econômico, da UNEGRO, dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) da Cruzada das Senhoras Católicas, da APAM, da Diaconia São Judas Tadeu, dos CRAS, do CIEE e de outros parceiros.
A iniciativa busca valorizar a cultura afro-brasileira e o protagonismo da população negra, além de promover a reflexão e o combate ao racismo e à discriminação, bem como o enfrentamento da violência contra as mulheres.
O Dia da Consciência Negra é celebrado em memória de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência à escravidão no Brasil, morto em 1695. A data foi instituída pela Lei Federal nº 12.519, de 2011, após a aprovação do projeto de lei que a estabeleceu em 2003.
Texto: Daniela Alves (MTb 23.611)