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Secretaria de Saúde de Americana orienta população sobre cuidados com morcegos
Publicada em 16 de Outubro de 2026 às 13h49
A Secretaria de Saúde de Americana, por meio da Vigilância Epidemiológica e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), orienta a população sobre os cuidados necessários em casos de aparição de morcegos. As informações são importantes especialmente entre os meses de outubro e março (primavera e verão), período de reprodução desses animais. A espécie pode transmitir o vírus da raiva através de mordidas, arranhões, lambidas (pela saliva) ou pelo simples contato com o pelo do morcego.
Segundo a Vigilância, caso o munícipe encontre um morcego em sua residência, a principal orientação é nunca tocar no animal com as mãos, mesmo que pareça estar morto. Caso ele esteja voando, as recomendações são: abrir bem as janelas e portas externas para permitir a saída; apagar as luzes do cômodo e fechar as portas internas; sair do local e aguardar em segurança até que ele encontre a saída sozinho.
Se o morcego estiver caído ou preso no chão ou parede, o ideal é isolar a área, impedindo que crianças, cães ou gatos se aproximem do local; conter o animal sem tocá-lo, utilizado um balde, bacia ou caixa de papelão firme sobre ele; e colocar um peso em cima, para que ele não consiga se mover.
Por fim, caso o morcego esteja morto, os cuidados também são necessários, visto que o animal ainda é perigoso para a transmissão da raiva e precisa ser coletado para análise laboratorial. A orientação é não jogar o animal no lixo comum, nem descartar por conta própria, e cobri-lo com um balde ou uma caixa, exatamente como se estivesse vivo.
Depois de conter o morcego, o munícipe deve acionar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) imediatamente, por meio dos telefones (19) 3467-1187 ou (19) 3467-2344. O serviço enviará uma equipe técnica para recolher o animal (vivo ou morto) com segurança. Os morcegos são animais silvestres protegidos por lei e desempenham papel importante no equilíbrio ambiental.
"É importantíssimo que a população saiba como agir ao encontrar um morcego, sem colocar a própria saúde ou a de outras pessoas em risco. A prevenção começa com atitudes simples, como não tocar no animal e acionar o serviço especializado para que ele seja recolhido com segurança. Com informação e os cuidados adequados, conseguimos reduzir os riscos de exposição à raiva e proteger a saúde da população", destaca a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Americana, Carla Brito.
Em caso de contato direto ou acidente com morcego, a recomendação é lavar o local imediatamente com água corrente e sabão e procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima o mais breve possível, para avaliação sobre a necessidade de vacina ou soro antirrábico.
Também é essencial garantir que cães e gatos tomem a vacina antirrábica anualmente. O imunizante é disponibilizado de forma gratuita no CCZ. Os tutores interessados podem levar seus cães e gatos de segunda a sexta-feira, das 13h às 15h, na sede do serviço, localizada na Avenida Heitor Siqueira, nº 1.520, na região da Praia Azul. Não há necessidade de agendamento prévio.
A vacina é indicada para cães e gatos acima de três meses. A imunização é fundamental para prevenir a doença, que é grave, não tem cura e pode ser transmitida aos seres humanos. Manter a vacinação em dia é uma forma de proteger os animais, as famílias e toda a comunidade, além de contribuir para o controle e a erradicação da raiva. Pets que tiveram contato com morcego devem receber um esquema de vacinação diferenciado pós-exposição.
"Os morcegos são animais que precisam ser observados com atenção pelos serviços de saúde, porque podem atuar como transmissores do vírus da raiva. Por isso, o recolhimento desses animais e o encaminhamento para análise laboratorial são importantes, permitindo identificar possíveis riscos e orientar as medidas necessárias de prevenção. A participação da população, comunicando o aparecimento desses animais ao CCZ, é fundamental para esse trabalho", ressalta a médica veterinária e responsável técnica pelo Centro de Controle de Zoonoses, Aneli Marques Neves Conceição.
Texto: Rafael Siviero (MTb 88.159)