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Secretaria de Saúde capacita profissionais das UBSs e ESFs para mudança no tratamento com insulina
Publicada em 07 de Outubro de 2026 às 14h33
A Secretaria de Saúde de Americana promove nesta semana uma capacitação voltada a profissionais da rede municipal de saúde sobre a transição da insulina humana NPH para a insulina glargina no âmbito do SUS. A formação contempla as equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Estratégias Saúde da Família (ESFs). A iniciativa, organizada pelo Núcleo de Educação Permanente e Humanização (NEPH) conforme as orientações do Ministério da Saúde, já foi realizada também no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, nas UPAs Dona Rosa e São José, no PA Zanaga e na Farmácia Central.
Com carga horária de quatro horas por turma e conteúdo teórico e prático, o treinamento tem como objetivo preparar as equipes para o manejo adequado da nova terapia, promovendo a atualização dos conhecimentos e o alinhamento das orientações relacionadas ao medicamento. A capacitação reforça os cuidados necessários para que a transição seja realizada de forma segura, contribuindo para uma assistência mais qualificada aos pacientes.
Ministrada pela coordenadora da Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde, Ana Lucia Moro Carr, a formação aborda aspectos relacionados à insulinoterapia, à organização do cuidado, ao acompanhamento das pessoas com diabetes e à transição da insulina humana NPH para a análoga. Também são discutidos o manejo dos pacientes durante essa mudança, bem como os cuidados necessários na prescrição e as orientações que devem ser repassadas às pessoas em tratamento.
A insulina glargina é uma insulina basal de ação prolongada e apresenta um perfil de ação mais estável. Essa característica pode contribuir para reduzir episódios de hipoglicemia relacionados aos picos de ação da insulina. A transição, no entanto, deve considerar as condições clínicas e a resposta individual de cada paciente, com acompanhamento adequado da glicemia e atenção a possíveis alterações durante o período de adaptação.
"Essa capacitação é fundamental para que os profissionais estejam preparados para orientar e acompanhar os pacientes durante a transição da insulina NPH para a glargina. Estamos trabalhando tanto os aspectos técnicos quanto as orientações que precisam chegar de forma clara ao paciente, porque cada pessoa pode responder de uma maneira diferente à mudança. O objetivo é garantir que essa transição aconteça com segurança, acompanhamento adequado e qualidade na assistência prestada pela rede municipal", destacou Ana Lucia.
Durante a capacitação, também são apresentadas aos profissionais as canetas reutilizáveis para aplicação da insulina. Os participantes têm a oportunidade de conhecer o dispositivo, acompanhar demonstrações sobre seu funcionamento e esclarecer dúvidas relacionadas à utilização, à técnica de aplicação e aos cuidados necessários, como o armazenamento adequado do medicamento.
O treinamento aborda, ainda, as condutas a serem adotadas diante de alterações na glicemia e a importância do acompanhamento mais próximo durante o período inicial da transição, especialmente para a identificação de sinais de hipoglicemia e a prevenção de falhas terapêuticas.
"Estamos estruturando essa mudança com atenção a todos os detalhes que envolvem a rotina dos serviços e o atendimento aos pacientes. A formação permite que os profissionais tirem dúvidas, pratiquem o uso dos novos dispositivos e compreendam os procedimentos que passam a fazer parte desse cuidado. É um momento importante para consolidar esse conhecimento, garantindo maior segurança e organização no dia a dia das unidades", pontuou a diretora da Assistência Farmacêutica, Juliana Toso Chagas Cantelli.
"A capacitação fortalece a atuação das nossas equipes e garante que toda a rede esteja alinhada diante dessa mudança no tratamento. É importante que os profissionais conheçam não apenas a nova insulina, mas também os dispositivos, a técnica correta de aplicação e os cuidados que devem ser reforçados com os pacientes. Esse preparo contribui para que o atendimento seja mais seguro e para que as equipes estejam ainda mais qualificadas para acompanhar as pessoas com diabetes nesse período de adaptação", ressaltou a diretora da Unidade de Serviços de Saúde Básica e Preventiva, Simone Maciel.
Texto: Rafael Siviero (MTb 88.159)